terça-feira, 16 de fevereiro de 2010


Sala de actos da Universidade de Heidelberga
Fundada em 1386, é membro do Coimbra Group. Trata-se de uma instituição dinâmica, com boa projecção internacional e forte presença na vida cultural e científica da Alemanha. Em termos de identidade visual, Heidelberga viveu as medidas abolicionistas decorrentes das crises académicas de 1968 e ss. O lema radicalizado "abolir o talar por mil anos" deixou cicatrizes profundas nas universidades históricas. O certo é que nas universidades germânicas do Coimbra Group não é fácil encontrar imagens que documentem cerimónias académicas.
Heidelberg era detentora de expressivos costumes estudantis, alguns dos quais aproveitados pela indústria turística, como as canções comunitárias, a cadeia preventiva escolar, os duelos e o uso de boné de pala.
Nos últimos anos, as universidades germânicas têm vindo a recuparar parte do património perdido ou abolido, embora nem sempre com recurso a estratégias suficientemente concatenadas. A sedução norte-americana tem os seus adeptos, como acontece na Univ. de Berlim desde 2005.
A informação visual sobre eventuais aberturas do ano escolar, posse de reitores, colacção de graus de licenciado e mestre, afigura-se escassa ou mesmo inexistente.
A Univ. de Coimbra poderia desempenhar junto dos membros do Coimbra Group um importante papel de liderança no que concerne à elaboração de uma «carta do património cultural e cerimonial universitário», que resultasse na adopção de recomendações benévolas a implementar faseadamente.
Desde logo:
-recolher e inventariar as manifestações do cerimonial universitário substistentes;
-promover estudos sistemáticos nos centros de investigação das universidades membros, em línguas internacionais;
-produzir documentos audivisuais destinados a divulgar, partilhar e fruir o património existente e comunicá-los em sítios web;
-definir programas orientados para a identificação dos patrimónios inertes/esquecidos e propôr a sua revitalização enquanto poderosos intrumentos de afirmação da identidade de cada universidade/marca;
-integrar representantes dos estudantes e dos funcionários nas iniciativas cerimoniais;
-promover a animação cultural dos centros históricos com cortejos públicos e projectos que afirmem uma vontade de abertura à comunidade urbana;
-potenciar situações de incentivo/revigoração das artes e ofícios através da elaboração de projectos destinados à produção de trajes talares, insígnias e outros produtos/marca, com efeitos imediatos no textil, ourivesaria, bordados; alegorias, logótipos, material de apoio ao turismo e serviços educativos;
-abandonar posições elitistas e preconceituosas, assumindo o património universitário como alavanca da memória corporativa e matéria prima para sustentação de pesquisas em diversos ramos do saber;
-elaborar e ratificar uma convenção mediante a qual as universidades membros se obriguem a implementar num determinado período de tempo um conjunto mínimo de projectos de preservação e divulgação patrimonial como sejam: 1) abertura solene do ano escolar; 2) cerimónia de investidura dos reitores e detentores dos cargos de governo; 3) celebração do dia da fundação; 4) actos de colação de graus conferidos em conformidade com Bolonha; 5) doutoramentos honoris causa; 6) atribuição de prémios de mérito;
-aproveitar os encontros periódicos para efectuar pontos de situação e distinguir as universidades consideradas referenciais na gestão integrada do património histórico;
-dinamização de encontros periódicos vocacionados para o estudo, salvaguarda e divulgação do protocolo universitário, aproveitando as boas práticas realizadas em Espanha desde a década de 1990.

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