domingo, 10 de julho de 2011



As Mamudas (I)

Grupo escultórico de vulto, em pedra calcárea. Da autoria de António Duarte, pretende representar as Artes Liberais. Fachada principal da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, edifício inaugurado em 29 de Maio de 1956. Colossos marcados pelo monstruosismo, traduzem explicitamente os valores da estética fascista bebida na permuta com a Itália de Mussolini e a Alemanha de Hitler. Presentes a retória do nú enquanto marca visual do higienismo racial e o apelo à ideia de brigada de intervenção/falange. O pudor dominante ao tempo obrigou à primeira mamoplastia conhecida em Coimbra. Corre na tradição oral que as mamonas tiveram de ser desbastadas para não ferirem as vistas mais sensíveis. Os estudantes de Coimbra vingar-se-iam. Os grupos escultóricos logo foram baptizados de "Mamudas". A Praça da Porta Férrea passou a ser a "Praça das Mamudas". O que restava da Rua Larga ficaria conhecido por "Via Láctea", numa alusão picaresca aos abundantes e nutritivos jorros de leite das "Mamudas".

E as peripécies não acabam aqui, como se verá.

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