terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Conferência de Berlim, um acontecimento político e diplomático incontornável que marcou a segunda metade do século XIX e as relações internacionais nos inícios do século XX: mesa em ferradura, composta por delegados e representantes diplomáticos da Alemanha, Bélgica, Dinamarca, USA, França, Espanha, Portugal, Inglaterra, Itália, Países-Baixos, Rússia, Noruega e Suécia, Turquia e Áustria-Hungria.
Presidiu o país anfitrião, sob os auspícios do príncipe de Bismarck. A Conferência de Berlim representou um momento de grande tensão entre os países ocidentais, a que estiveram presentes potências representativas da Ásia e da América. O acordo sobre a liberdade de comércio na costa do Congo/Zaire não disfarçava as ambições colonialistas e as rivalidades imperialistas que num clima de crescente provocação conduziriam à Grande Guerra. A deputação portuguesa, representada pelo embaixador marquês de Penafiel, pelo enviado extraordinário António de Serpa e pelo secretário da Sociedade de Geografia de Lisboa Luciano Cordeiro, não se conseguiu fazer ouvir nem respeitar. O critério da prioridade histórica foi substituído pelo princípio da efectiva capacidade de ocupação militar, comercial e industrial.
O documento constitui exemplo de uma diplomacia de aristocratas e políticos conduzida com má fé, segundo critérios de conveniência e com base na lei do mais forte.
Fonte: O Occidente n.º 128, de 11.1.1885

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