sábado, 12 de novembro de 2011

Um aspecto da cerimónia de imposição de insígnias dos estudantes da Universidade do Porto.
Queima das Fitas da UP, 1991-1992, salão nobre da Faculdade de Ciências (actual reitoria).
Uma tradição espontaneamente organizada pelos estudantes e participada pelos professores que dá que pensar numa altura em que as universidades e politécnicos são confrontadas com desafios dramáticos que se prendem com a questão da sobrevivência.
A Universidade do Porto, fundada em 1911, nunca organizou oficialmente formaturas de cursos. O que nos reserva o futuro no curto e no médio prazo? Continuarão as universidades portuguesas a não programar e a não promover cerimónias de graduação dos seus diplomados, à luz de um entendimento arcaico da gestão das instituições de ensino superior?
Confrontadas com os desafios da globalização começarão a realizar graduations ceremony à americana, à semelhança do que já está a suceder na Polónia, em França, Itália e em escolas internacionais de gestão radicadas em Espanha? Ou limitar-se-ão a implementar diplomaturas, eventos de cariz simples e de pouco gasto, que se limitam à entrega de diplomas no anfiteatro?
Aceitarão criar comissões de trabalho para decidir o que fazer com os patrimónios acumulados, quer dizer, a capa e batina, os novos trajes académicos, a imposição de insígnias dos estudantes da Universidade do Porto, os chamados anéis de curso, as missas católicas de benção de pastas? Como seria articular os costumes praticados pelos estudantes (sejam eles mais antigos ou de invenção recente) com a cultura simbólica professoral e reitoral, mundos que habitualmente não dialogam e se comportam como se fossem membros de instituições completamente distintas?
Foto: João Caramalho Domingues (também na qualidade de fotografado)

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