segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Estudantes da Universidade de Coimbra que tomaram parte na récita de despedida dos quintanistas "Do sonho à realidade". A capa e batina nos seus últimos anos de obrigatoriedade, com propostas para todos os gostos: capa enrolada no colarinho, batina abotoada e camisa de colarinhos espichados, batina semidesabotoada e capa lançada no braço esquerdo, batina com plastron farfalhudo.
Persistência do convencional número de travestis, recaindo em divas da ópera e no estafado número das tricanas. Para os mais desprevenidos, os trajes das tricanas com os xailes traçados e a talha da água já estavam caídos em desuso, correspondendo a modas e gostos das décadas de 1880-1890.
A récita foi a mais vistosa e importante festa académica do século XIX. Perderia alguma importância nos anos da 1.ª República para, finalmente subsistir muito diluída numa outra festa, a Queima das Fitas dos alunos do 4.º ano. Fora de Coimbra, influenciou récitas levadas a cabo em liceus e em alguns estabelecimentos de  ensino superior.
Que ingredientes programáticos tinha uma "récita de quintanistas" da idade clássica?

-(eventual) banquete/jantar de curso
-serenata fluvial no Mondego
-cortejo de archotes
-representação de uma peça cómico-satírica de costumes (revista)
-hino do curso (décadas de 1870-1880), e ulteriormente balada de despedida (1892 e ss.) e fado de despedida (1901 e ss.)
-declamação de poemas em homenagem ao curso
-champanhe de honra
-carta fotográfica de curso (década de 1860), seguindo-se álbum fotográfico de curso e livro de caricaturas
Fonte: O Occidente n.º 912, de 30.4.1904

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