sábado, 21 de abril de 2012

Um estudo sobre cerimónias televisionadas

Vale a pena ler o estudo-ensaio de Mário Mesquita, «O tempo cerimonial na televisão ou a nostalgia programada». In Artigos Caleidoscópio, disponível em http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/604/mesquita_cerimonialtelevisaonostalgia_%231de1.pdf [s/d]. Retoma de um artigo publicado em 1995 na UCLouvain, disponível em http://sites-test.uclouvain.be/rec/index/php/rec/article/view/571/551.
Concordo substancialmente com as teorias interpretativas formuladas pelo autor, que segue de perto obras como "Cérémonies televisés" (Daniel Dayan). Em minha opinião, na abordagem do objecto é crucial distinguir entre telecerimónias cuja transmissão é programada/participada/controlada pela Tv e cerimónias teledifundidas. Nas primeiras, a equipa televisiva detém um elevado grau de controlo sobre o evento no antes, no durante e no após. Nas segundas, o repórter pode cortar a emissão ou emitir comentários mas não controla o evento. É um recoletor de informação, em posição excêntrica que pode estar ou não suficientemente documentado. Ilustramos o primeiro caso com a gala da noite de passagem do ano. Associamos ao segundo caso a transmissão da cerimónia de eleição e entronizaçao de um novo papa.

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