sexta-feira, 4 de maio de 2012

Folia do Divino Espírito Santo, Lisboa, década de 1850 (litografia Palhares)
Alferes com opa, bandeira e saco de esmolar, gaiteiro e moço de peditório. Na região de Lisboa terá havido folias com tamborileiro e gaiteiro ativas nos impérios de Colares (o de maior fama), Cascais, freguesia da Lapa e convento do Espírito Santo. As folias acompanhavam a procissão da coroação, a benção das pensões, a distribuição do bodo e os peditórios de preparação da função. Nas procissões que metiam pélas e invenções (danças fantasiadas e alegorias), a folia também garantia o enquadramento musical dos dançarinos como acontecia com as duas pélas que até meio do século XVIII seguiam na cabeça da procissão da coroação em Alenquer. As pélas eram divertidas danças de meninas e donzelas que se usavam nas festas da corte, na procissão do Corpus e nos impérios. No geral eram mulheres dançarinas que levavam meninas aos ombros. No caso do império alenquerense, os bailadores das pélas eram homens que levavam às cavalitas meninas, dançando e pulirando todos com momices, braços abertos e rodopios ao som de tamboril e gaita de foles (no ciclo final, ao som de viola de arame).

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