quarta-feira, 18 de julho de 2012

Cortejo no pátio interior da ULHT ao Campo Grande 376
O cortejo realizado em Lisboa desde 2011 tem vindo a afirmar-se em identidade visual e em densidade patrimonial. Este exercício de construção progressiva fica a dever-se à persistência do Gabinete liderado pelo Prof. João Vasconcelos Costa que apostou na produção sistemática de informação/formação através de emails internos, elaboração e distribuição de um manual de cerimonial e circulação de recomendações.
Ao nível dos ganhos visíveis, salientamos:

1) crescente esforço de harmonização entre indumentária civil e vestes académicas, com consequente abandono de desagradáveis assomos carnavalescos, mistura shocking de cores e exibição de peças de indumentária civil ou de acessórios próprios para praia e campo de férias [exato, havaianas e toga, sacola de esplanada de bar ao ombro, tenis brancos e toga preta];
2) veiculação de informação sobre a compostura em desfile, com opção pelo abandono de atitudes "desvairadas" (Fernão Lopes dixit) que hoje em dia rapidamente podem ser lançadas anonimamente no youtube e que contribuem para desacreditar uma instituição;
3) clara opção pela cabeça coberta, seguindo a tradição académica das universidades clássicas, bem ao arrepio das práticas de cabeça descoberta campeantes no século XX na Europa [sintomaticamente, nos EUA, onde imperou a toga com visual casual, a cabeça andou sempre coberta];
4) revisão crítica e fundamentada das heranças vestimentárias e insigniárias, com aposta numa solução mais sóbria, mais em conformidade com a herança patrimonial das universidades clássicas [a solução primeiramente adotada revelava claras dificuldades enquanto instrumento de credibilização da instituição no seu projeto de criação de uma rede internacional. Perguntar-se-ia: toga ou gabardina? Insignias ou cachecol? Veste universitária ou túnica de herói intergalático de filme norteamericano?]. O resultado é francamente melhor em todos os sentidos!
5) regresso da universidade à ágora, mostrando-se à comunidade e à cidade e com elas interagindo. Solução seguramente corajosa após quase 200 anos de cerimónias académicas feitas à porta fechada na Europa continental.

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