terça-feira, 14 de maio de 2013

Imagem de uma coroa do Divino Espírito Santo preservada por uma família particular no sítio do Paiol (Alenquer/Portugal) e ultimamente reintegrada nas festividades do Espírito Santo (imagem disponível em http://www.cm-alenquer.pt/).
Formato troncónico invertido, com a base mais estreita, definida por cercaduras, e aro superior mais largo, graciosamente recortado e ornamentado com motivos florais e ramos entrelaçados. Assente em salva lavrada, ainda sem pedestal. Caso não seja obra revivalista tardia, pode tratar-se de uma coroa de tipo régio do século XVI, próxima do modelo usado por D. Manuel I e D. João III. Uma análise mais minuciosa do perímetro do aro inferior pode eventualmente confirmar se se trataria de uma insígnia própria para a coroação de meninos imperadores.
Não apresenta cetro, orbe ou imperiais, ornamentação que se tornará apanágio das coroas barrocas e rocaille, incluindo os modelos brasileiros diretamente inspirados na coroa imperial de D. Pedro I (1822).

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