segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015


O músico Franz Liszt com traje dito de abatina/hábito curto/hábito privado/sotanelle, Roma, ca. 1870, com a sobrecasaca filetada e forrada, de bainha quase pela meia perna, não se vendo o tricórnio de feltro nem a capa. Na maioria dos casos documentados em gravura e em fotografia, a carcela vinha da base do pescoço às alturas do umbigo, enquanto que no modelo conimbricense a carcela descia até à bainha inferior. A variante mais insólita era a britânica, com a sobrecasaca aberta na frente e sobreposta a uma meia sotaina de abas assertoadas.
O clero português urbano e periurbano também usou este conjunto indumentário, com e sem vivos, designando-o em algumas localidades por redingote ou traje de redingote (caso de Lisboa). O que não posso precisar é se o complementar abafo foi sempre a capa curta (ferraioletto) ou se houve coexistência com o a balandrau. Para os menos atentos, o balandrau pode ser facilmente confundido com o tabarro ou capa eclesiástica de inverno, embora a sua identidade morfológica fosse vincadamente diferenciada.

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