terça-feira, 7 de abril de 2015

Um exemplo da persistência de esteriótipos artificialmente alimentados pela indústria do turismo: mapa ilustrado das províncias portuguesas com base em postais desenhados por Eugénio Silva [Edições Âncora, Lisboa, s/d, década de 1970]. Os trajes populares, arbitrariamente selecionados, apoiam-se numa leitura binária de segregação de género, aglutinando indumentárias sem coerência funcional nem cronológica. O caso mais gritante é configurado pela junção forçada de um traje corporativo (a capa e batina do estudante de Coimbra) com um traje popular feminino da segunda metade do século XIX (afinal, um entre os vários trajes de tricana da cidade de Coimbra).
Bonequinhos/brinquedos com ar kitsch que trazem à ideia os livros da Anita e o lixo requentado de um regime que extravasou a lixeira.

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