sábado, 12 de novembro de 2011

Uma figuração da toga que viria a ser adoptada como trajo docente e reitoral nas universidades de Espanha em 1850. A manga tem feitio de balão, afunilando do cotovelo para o punho. No século XIX este tipo de manga começou a emagrecer e no século XX praticamente tinha desaparecido, confeccionando-se a manga de casacão ou sobretudo. O cabeção é bem visível, caindo quase até à linha da cintura, como na tradição portuguesa (trajes judiciários). À semelhança das togas italianas, britânicas e portuguesas de cariz religioso-judiciário também esta comporta um saio posterior unido a cós pregueado. Na frente leva duas bandas dobradas em cetim ou veludo, a que os franceses chama chamarra, a meu ver impropriamente, pois chamarra é uma sobreveste e não um ornato. Na actualidade, tanto em universidades como nos juizes e advogados de Espanha, a bainha da toga começou a subir para a linha dos joelhos, ganhando ridículo aspecto de minisaia que não resulta esteticamente nem harmoniza com o uso das insígnias de licenciado e de doutor.
Há dúvidas quanto à autoria e localização deste retrato do jurista e ministro de Estado Conde de Campomanes (1728-1779). Na verdade, figura na internet como sendo da autoria do pintor Anton Rafael Mengs, integrado no acervo da Academia de la Historia de Madrid. Noutros sites é referido como sendo da autoria do pintor Antonio Carnicero, integrado no acervo da Catedral de Tudela, Navarra.

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