segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Lenço masculino

Um exemplo do uso generalizado do lenço masculino como cobertura de cabeça entre os camponeses de Portugal e de Espanha, com extensões às irmandades, confrarias e folias musicais (caso dos foliões do Divino Espírito Santo na maior parte das ilhas dos Açores).
O lenço era dobrado a meio, lançado pela cabeça, atando-se as pontas atrás da nuca. Trata-se de um lenço grande, igual ao das camponesas. Muitos camponeses colocavam sobre o lenço chapéus de palha, pano e feltro. A análise da iconografia campesina portuguesa demonstra que o lenço tinha praticamente desaparecido da indumentária masculina nas décadas de 1880-1890, desuso que talvez permita compreender porque é que os grupos folclóricos raramente apresentam este importante adereço. O desaparecimento do lenço masculino desaparece na segunda metade do século XIX num ciclo marcado pela crescente influência da moda urbana burguesa, quando ocorre um cisão radical entre indumentária masculina e indumentária feminina. Nas décadas anteriores, os enxovais masculino e feminino tinham em comum muitas peças e adereços, de tal arte que o enxoval infantil era exatamente igual para ambos os sexos.
Fonte: A Procissão, óleo sobre tela de Auguste Roquemont, acervo do Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto), décadas de 1830-1840 (?)

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