quinta-feira, 9 de maio de 2013

Folia do Divino Espírito Santo, Rio de Janeiro, inícios do século XIX: foliões com saco de peditório e salva da coroa, bandeira e instrumentos musicais (violas, pandeiros e tambor). Foliões em traje civil. Dois alferes com opas vermelhas e bandeiras. Tocadores com chapéus franceses emplumados.
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1-a opa, com e sem mangas, é a veste tradicional dos foliões do D. E. S. nos espaços lusófonos. As opas das folias costumavam ser confecionadas em damasco lavrado ou simples pano de chita garrida;
2-a cobertura de cabeça mais comum era o lenço masculino com as pontas lançadas para trás, podendo trazer-se sobre o mesmo chapéus de pompons (Estremadura), chapéus de plumas e até chapéus de capela floral e fitas como os trazem os dançarinos de Lousa (Castelo Branco) e de algumas terras de Espanha;
3-a maioria das irmandades do D. E. S. realizava peditórios cujos réditos eram administrados pelo tesoureiro e pelo irmão ucheiro. Os alimentos sólidos/conservados, como pipos de vinhos, licores, azeites, potes de sal, potes de banha de porco, queijos curados, alqueires de trigo, enchidos de porco, eram transportados em carroças e carros de bois e guardavam-se em ucharia fresca e arejada. Quando a irmandade saía em peditório levava a folia, a bandeira da folia (formato distinto da bandeira grande do imperador), salvas de recolha, carros de bois e sacos de veludo com o símbolo bordado. Nalgumas terras, os irmãos da casa civil do imperador saíam com varas altas pintadas de branco e de vermelho que eram utilizadas nos peditórios e serviam para alçar até às janelas e varandas e recolher tranças de cebolas, tranças de alhos, cachos de laranjas, linguiças e chouriças e outros víveres;
4-como se pode verificar, a gravura confirma a observância do cerimonial, com a folia a preceder todos os elementos do bando.
Fonte. «Festas coloniais», http://www.historiacolonial.arquivonacional.br/

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