quinta-feira, 9 de maio de 2013

Folia do Divino Espírito Santo com presença de devotos negros, Brasil, décadas de 1840-1850 (?): bandeira da folia, saco de esmolar, irmão com custódia e salva, tocadores com tambor e sopros.
Aspeto pouco conhecido, mas que se manteve até ao presente em algumas irmandades açorianas, os instrumentos da folia deveriam trazer pintados ou bordados o emblema do D. E. S. (a coroa). Este mesmo emblema era também pintado ou gravado em todas as peças da baixela da casa imperial utilizadas na função de mesa, potes, jarros, pratos, terrinas, salvas, garrafas, alguidares e quejandos.
A função de mesa, de que não falaremos agora, era um dos momentos mais extraordinários de afirmação do cerimonial, regido pelo mestre-sala e pela folia, cabendo a esta formação musical e dançante tocar e cantar na abertura do banquete, no transporte da comida da copa para a mesa, no serviço de cada um dos pratos e até mesmo na sobremesa de arroz-doce.
Fonte: Historia.com.br/, http://www.revistadehistoria.com.br/

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