terça-feira, 14 de maio de 2013

Coroa régia do Divino Espírito Santo de Aljezur (Algarve/Portugal), em depósito no Museu de Arte Sacra Monsenhor Manuel Francisco Pardal, proveniente da igreja do Espírito Santo de Aljezur. Datável dos séculos XV-XVI (?). Imagem divulgada em http://arquivodaljezur.blogspot.pt/2010/11/coroa-do-espirito-santo-exposta-no.html.
Trabalho (local?) artesanal rudimentar em prata batida e recortada. Desenhos esquemáticos de florinhas de quatro pétalas no aro inferior e flores abertas no aro superior com pedúnculos espiralados. Os recortes não apresentam sinais de trabalho de polimento.
Poderá tratar-se do mais recuado exemplar conhecido em Portugal de coroa do Espírito Santo, apontando para modelos reproduzidos a partir da função de Alenquer, aqui já com o aro superior a acusar uma altimetria inexistente nas coroas mais antigas do período dionisino/isabelino. Provado que a coroa do jacente tumular de D. Dinis, existente no mosteiro de Odivelas, não pode tomar-se por documento fidedigno (Cf. Carla Varela Gomes - "O bom rei sabe morrer", http://www.academia.edu/1140782/_O-Bom_Rei_Sabe...), resta a coroa da arca tumular da rainha Santa Isabel (mosteiro de Santa Clara-a-Nova, Coimbra) que é de aro expressivamente baixo, podendo-se ainda tomar-se como referência complementar as dos jacentes de D. Pedro I e Inês de Castro (mosteiro de Alcobaça).
Estamos muito distantes do imaginário imperialístico, cujas coroas apresentarão quatro imperiais em forma de nervuras, cruz e globo terrestre. As primitivas coroas eram de tipo régio, em prata, ou em prata dourada, e não apresentavam símbolos incisos do Espírito Santo.

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